Caros amigos, a pergunta que formulei no início deste texto não é mera coincidência, mas propositada... isto é, servida com a devida ironia. Este é o momento em que- claro está- estarão a interrogar-se onde isto irá parar? Pois bem, cá vai...
Desde que nasci, no ano da graça de 1975, ouço dizer que o nosso país está em crise (não adianta... deve ter sido das palavras que mais ouvi na vida). Seja na educação, na cultura, na justiça, na economia... enfim, são sucessões alucinantes de crises. E agora (pasmem, senhores!) parece que estamos novamente mergulhados na dita cuja, o que - curiosamente - não me espanta.

Aquilo que verdadeiramente me continua a espantar (não há hipótese!) é que a maioria dos portugueses continuam a apostar no mesmo tipo de políticos que qual abutres serpenteiam em torno de governos moribundos que nos deixam de herança as crises e que, na oposição são "os salvadores da pátria" e - depois da vitória eleitoral - voltam a encaminhar o país para crises mais graves que a anterior. E assim vamos andando... de crise em crise até à derrocada final.
Para mim, as maiores crises que os portugueses atravessam serão as da falta de sentido crítico, de valores e, quiçá, da própria identidade. Os mesmos homens que "deram mundos ao mundo" estão hoje imensamente divertidos a soprarem em vuvuzelas, assistindo ao espectáculo do futebol protagonizado por um indivíduo que inicia as suas eloquentes missivas verbais repletas de pontapés na gramática pela expressão "penso que... penso que", enquanto os nossos governantes vão cozinhando o caldinho que nos vão servir no final da euforia futebolística.

E é assim, alegre e desportivamente, que vamos sendo eternamente tomados por lorpas.
Por isso, meus caros, preparem-se... porque quando o Mundial acabar, vamos ter uma crise do catano (popularmente falando) !!
PS: Depois não se venham queixar...
Nota: As imagens constantes foram retiradas da Internet.
Temo pelos próximos dias... e eu que estava aproveitar a calma proporcionada pelas interrupções de última hora nos noticiários com novas desses "bravos navegadores".
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